segunda-feira, 31 de maio de 2010







E lá vamos nós para mais uma postagem. A cobrança tá grande por todos os lados....tá virando responsa!

Ontem eu fui pela primeira vez na vila dos locais, que já abitavam a ilha antes da colonização SV (Surfing Village). A primeira impressão foi bem positiva, recepção calorosa por parte dos caras que trabalham no SV e principalmente das crianças, que ficam alvoroçadas com a presença da câmera.

Esse alvoroço pode ser um aspecto negativo pra quem quer filmar o dia a dia da vila. Mais um desafio que eu vou ter que resolver. Mais um assunto pra pensar. Realmente o "aproach" nos nativos vai ser um desafio, tentar tirar naturalidade deles vai ser foda!

Na volta eu e o Edu encontramos um garotinho tocando violão e cantando super afinado uma música local muito bonita. A harmonia e a melodia bem simples, o que combina bem com o violão velho e sem algumas cordas. Foi uma imagem bem legal e que eu pretendo aprimorar, além desse garoto existe outro nativo, o já citado Ama Wita, que toca e canta muito bem e promete ser a trilha sonora do documentário.

No fim da tarde fomos surfar nas esquerdas de Bagas, que fica na ilha em frente a que estamos. Essa onda costuma ser maior do que aqui e maior do que Mib's, além de ser protegida do vento que soprava estragando as direitas de Pasti.

Respondendo a pergunta do Bruninho em um comentário de um post anterior, Mibs foi batizada por uma cara que quase não tem peso no cenário do surf brasileiro. O Nardelli e o Mario levaram o Danilo Grillo pra surfar Bagas e na volta o Mario avistou uma esquerda linda quebrando, lógico, sem ninguém. Ele botou pilha e lá foram eles desbravar o pico. Enquanto uma série linda quebrava o Nardelli disse "Me belisca que eu to sonhando" e o Grillo já bateu o martelo, "esse é o nome da onda!"

Voltando pro SV eles contaram a descoberta pra ninguém menos que o Fábio Gouveia, despertando sua curiosidade. Na manhã seguinte, depois do café o Fabinho disse: "E aí, bora pra Mib's?". Sem entender nada perguntaram "onde?" e ele repondeu " E macho...esse nome é muito cumprido...tem que ser Mib's.". E assim foi batizado o pico...

Voltando pra nossa sessão em Bagas, não preciso nem falar. Um metrão abrindo muito, água estupidamente clara e só amigos na água. O crowd era formado, além de mim, por Paulé, Nardelli, Adriano, Edu e o Borghi, que dessa vez estava sem câmera nos dando o honra de sua companhia no outside. Lá a onda é muito longa e menos cavada, proporcionando várias manobras e levando pra bem longe. O resultado é pernas cansadas devido a extensão da onda e braços exaustos graças a longa remada de volta pro pico. Lá é bom também pra surfar sem a botinha por ser mais fundo do que a maioria dos picos, isso diminui o risco de ter que pisar nos corais e a sensação de surfar descalso denovo, como disse o Mario, é de surfar pelado.

De volta ao Kisorte, jantar, Bintangs e violão. Para acompanhar a viola cada um se virou como podia, o Mario fez um chocalho com milho dentro de um pote de vidro, o Martin improvisou um bumbo com o galão de água de 20L vazio, o Adriano fez um taborim com a tampa do ventilador e a baqueta com um Hashi e o Paulé fez de uma panela um Bongô. Formou-se então a bada Yawohu'u ssssss (pronuncia-se Iahobus). Yawohu'u é o comprimento local, equivalente ao famoso Aloha hawaiano.

Hoje o surf foi de manhã aqui mesmo em Pasti, direitas de um metro incrivelmente lisas e abrindo, só pra variar.

O vento estragou o fim de tarde. Mas quem disse que isso é problema pro nosso querido Adriano. Sem ter surfado de manhã ele enfrentou as ondas um pouco mais balançadas, e conseguiu achar boas ondas em Nagas.

Agora, no começo da noite, preparamos uma prancha para comportar a Go Pro (micro camera full HD e a prova d'água) e amanhã vamos estreá-la. Diz a previsão que amanhã as ondas crescerão consideravelmente. Que venham elas!!

Yawohu'u

sábado, 29 de maio de 2010






Calma pai, calma mãe!

A dor do ciso já ta passando, desinchando e vai voltando ao normal. Quando eu voltar pro Brasil vou arranca-los em um hospital descente e com um dentista descente. Prefiro.

Já se vão dois dias sem surfar. Uma pena. Mas é melhor do que sair do mar morrendo de fome sem poder mastigar direito, agora já estou comendo normalmente.

Hoje chegaram os pais do Mario, Sr. Mario Pacheco Fernandes (popular Marinho) e dona Cristina. Chegaram também dona Kika, mãe do Nardelli e do Paulé (que também trouxe também sua namorada local) e o Edu, shaper da Soul em Floripa e pupilo do Sharpeye. Foi ele que apresentou os sócios Mario e Paulé.

O pai do Mario já exerceu várias funções nessa vida e tem muita história pra contar, figurassa. Além de presidente do XV de Piracicaba e empresário do Fábio Jr., ele também foi publicitário, trabalhou na MPM onde conheceu Ivan Marquez, hj sócio do meu pai. Ele também conhece o Gui Ramalho, hj diretor da O2 e muito amigo do Renato Amoroso, ele é amigo dos pais do Gui .....quantas coincidências.

Encontrei também andando aqui pelas redondezas o pequeno e bravo Elimy, com sua perna remendada e sua total indiferença sobre o assunto....e claro sua inseparável camiseta do Manchester United com o nome Rooney nas costas. O médico disse que não era para fazer pontos de verdade no corte, então o Dr Mariozinho vai renovando os pontos falsos regularmente.

O time Lapse da lua cheia nascendo não rolou hj por conta do céu encoberto pelas nuvens que trazem uma bela chuva pra daqui a pouco, mas deu pra fazer mais imagens de paisagem bem legais.

A noite o nosso Cooker, Martin caprichou no jantar de baos vindas da galera estamos todos estufados...fuf!

Mas tarde vamos assitir o amistoso da Espanha, aqui vai ser 23h.

A previsão diz que terça-feira entrarão 6 pés plus de onda e o aniversário Barjas/Adriano promete na quarta-feira com ondas de dia e álcool de noite.

Nessas horas agente sente saudades da família e dos amigos, mas sabemos que será inequecível passar em um lugar tão especial.

E assim vamos Indo....

sexta-feira, 28 de maio de 2010



Mais tres dias.

Anteontem nada de incomum. 1 metro abrindo aqui na frente em pasti e o livro da família Shürmann comendo solto.

Ontem mais surf pela manhã sabendo que havia terminado já o clássico São Paulo e Palmeiras. Apreensão por saber que eu só ia saber o resultado de noite, na hora que ligasse o gerador.

Fomos fazer o final de tarde na ilha em frente, a onda que surfamos chama-se Mib's. É uma esquerda alucinante que abre tudo também. Abre tanto que o nome Mib's, é a abreviação de Me Bilisca que eu to sonhando!

Não havia vento e a série estava surpreendendo com quase 6 pés que demorava um pouco. A cor da água nessa ilha é inacreditável, um azul escuro impressionantemente tranparente....um paraíso! Mib's tem dois pontos que a onda quebra, começamos em um, o Martin e o Roger foram para a outra vala que fica uns 100m mais pra cima. Eu e o Adriano ficamos lá e o Borghi nos fazia companhia com sua câmera equipada com a caixa estanque. Como tava mais demorado onde estavamos, o Adriano remou para o outro pico, que estava menor só que mais consatante, e o Borghi foi junto. Eu fiquei lá sozinho enquanto as sóries entravam cada vez maiores. Deu tempo dele fotografar a minha primeira onda.

O Borghi voltava nadando percebendo que o Ama Wita (piloto do barco) estava tenso com o barco ancorado.

Vale aqui um adendo. Ama Wita na verdade se chama Herman. Depois de ter sua primeira filha, que se chama Wita, seu nome mudou para Ama (pai de) Wita. A mãe também muda para Mama Wita. Essa é uma tradição da região.

Fomos até o barco e vimos que a âncora estava presa nos corais lá no fundo (por incrível que pareça era possivel enchergar ela presa nos corais de tão cristalina a água). O Borgui megulhou para solta-la enquanto eu puxava a corda. Sucesso! Resgatamos os tres no outro pico e voltamos a tempo de um finzinho de tarde eu e o Mário em Pasti com um cenário que parecia de outro planeta, o céu coloridasso e uma lua cheia surreal!

Voltando pra terra descobri o resultado do jogo, pra desespero de Adriano e Nardelli, dois palmeirenses roxos. Não é todo dia que temos dois palmeirenses de uma vez pra tirar sarro. Grande Fernandão levantou o meu São Paulo.

Mais de noite comecei a sentir uma dor no dente e percebi que aquele ciso que eu não tirei resolveu se manifestar! Que lástima...

Resultado, não consegui dormir a noite inteira de dor. O Adriano, santo, acordado por mim no meio da noite, me deu um dorflex e um dramim em gotas. Fiquei lendo o livro que já está quase no fim.

No meio da noite comecei a ouvir a voz de um indonesiano chamando pelo Mário. Muito insistente o cara conseguiu levar um esporro. Ele havia pescado um peixe gigante (parecia mais um dinosáuro) e queria vende-lo as 2h30 da madrugada, ve se pode!

A lua cheia iluminava muito e era possível enchergar tranquilamente sem lanterna. Sorte porque sem querer acabei soltando os cahorros quando fui tomar um copo d'água no meio da noite. Tive trabalho mas consegui reuni-los e trancalos de volta no Restaurante.

Hoje o dia amanheceu e eu estava com muita dor ainda. A parte de trás da minha boca inchou e eu ainda não consigo fecha-la o suficiente para mastigar. Fiquei o dia só na banana amassada com mel.

A namorada do Borghi, a Joyce, me deu um anti inflamatório que me aliviou bem, continua inchado mas agora estou sem dor. Uns cochilos durante o dia e aproveitei que não sufrei e fiz algumas imagens de paisagens e algumas Macro de animais. Gravei também umas ondas do Mário que surfou sozinho aqui em Pasti (os outros voltaram para Mib's) e fiz o time lapse da lua cheia. Não consegui pegar bem ela nascendo mas fiz um legal dela passando por nuvens. Amanhã parece que ela nasce maior ainda e agora já estou treinado.

Amanhã tem mais...

terça-feira, 25 de maio de 2010




Não deu outra,

guiado pelo Adriano, lá foram os gringos nadando até o barco as duas da manhã. Não precisa nem falar o estado que se encontravam.

No dia seguinte (ontem) acordei e chegando pro café da manhã tardio, dou de cara com o Nardelli sofrendo uma mini cirurgia. Uns dois dias antes, ao ir consertar a caixa d'água que fica em cima do morro ele quase caiu. Só não rolou o tombasso porque ele fincou o pé na terra para se equilibrar. Nessa ação entrou terra dentro da unha do dedão até mais ou menos a metade. Depois de dois dias de dor e pé na água morna não teve jeito, tiveram que cortar a unha até lá para tirar a terra e as pedras que estavam enflamando e com certeza só iria piorar. Os cirurgiões Roger e Joyce fizeram um belo trabalho e resolveram o problema, ao som dos gritos do paciente.

No fim de tarde pegamos mais exelentes ondas de um metro abrindo aqui no quintal, Pasti.

De noite, enquanto assistíamos e dabatíamos sobre o seriado "The Pacific" (série de guerra produzida pelo Spielberg) chegaram dois nativos com uma criança de 8 anos no colo, Elimy. O pequeno, mas bravo, garoto tinha se cortado na altura da canela enquanto mexia com um facão. Absurdo, eu sei...uma criança com um facão, mas pra eles é normal. Eles não sabiam o que fazer, e trouxeram pra ver se agente podia ajudar (agente entendam por Mário).

E ele fez um bom trabalho mesmo. Depois de diagnosticar que o garoto teria que ir de noite mesmo pro hospital ele tirou o mato que estancava o sangue da perna, fez um torniquete com um lacre de mala e com esparadrapo fez pontos falsos. Depois enrolou com gase e lá foram eles tentar levar o garoto pro hospital da vilazinha da ilha. No fim não precisou ir no mesmo dia e eles foram de manhã. Deu tudo certo. O curioso é que em momento algum o bravo Elimy derramou uma lágrima e sequer deu um gemido. Muleque casca grossa.

Foi um dia de pronto socorro.

Hoje surfei cedo de manhã aqui na frente com o mar meio mexido pelo vento mas com com boas condições. Depois voltei pro meu livro "Em busca do sonho, Vinte anos de aventuras da família Schürmann", o segundo livro da Heloisa Schürmann, que com sua família viveu por vinte anos em um veleiro dando duas voltas ao redor do mundo. Muito bom. Recomendo.

Fim de tarde e altas ondas. O mar está crescendo, logo vai bombar aqui em frente e já me sinto preparado pra desafios maiores. Aqui em frente tem três picos de onda, um ao lado do outro Pasti, mais pra esquerda Lobang e mais ainda Nagas...as tres são direitas. A onda da foto eu comecei em Nagas e, em um fato raro, consegui conectar e atravessei até o fim de Lobang, onde estava o Borghi. Foi uma onda e tanto, pra lembrar.

O problema aqui é a saída do mar entre os corais, se saír pelo lugar errado periga se cortar inteiro e qualquer corte de coral tem que ser desinfetado a base de limão. Isso mesmo, esfrega o limão, com bastante caldo, direto no corte pra matar as bacterias dos coarais que são vivos e pra enflamar é rapidinho.

Hoje eu consegui pegar uma foto tirada pelo fotógrafo residente do Kisorte (como é chamado por aqui o Surfing Village) Ricardo Borghi que está sempre presente nas quedas de dentro (com a sua fish eye) ou de fora (com a sua 600mm turbinada com um duplicador).

Na noite da operação do Elimy eu tirei umas fotos noturnas e fiz um timelapse da lua que ficou bacana, por coincidência li (já com a câmera trabalhando enquanto a lua atravessava o quadro) o comentário do Renato Amoroso que começava com "se prepare para as fotos noturnas...". Dei bastante risada pela coincidência e achei boa a idéia de treinar para a lua cheia que se aproxima. Vamo lá, já to na função.

Nessa semana volta o Paulé (socio do Mário) com o cara que os apresentou. Vale a entrevista com ele também, mais um pra ajudar a contar a história do Kisorte.

Que sorte....

domingo, 23 de maio de 2010



Dois dias muito parecidos.

O diferente foi a noite entre eles que tocamos um violão, e assistimos ( 1h30 da manhã) a final da Champions. Vimos o que o mundo todo viu, venceu o melhor, Milito e Shneider arrebentaram, Lúcio monstro e vamo pra copa. E depois Liberta!

De dia o mesmo. Surf....1 metro, um dia em Nagas e outro em Pasti, que tava abrindo não precisa falar. Mas abrindo mesmo. Fim de tarde espetacularar de cores com um metro de onda PERFEITA SEM NINGUEM!!!!!. Ainda tá pequeno, é verdade, mas pra quem acabou de chegar é perfeito.

Nesse dois dias tentei o Time Lapse. Ainda não rolou satisfatório. O sol se põe atrás da ilha, vemos o contra-plano que também é bonito. Vamos nos ajustando, amanhã mais uma vez até achar o bão.

De noite colaram dois gringos que vivem em um catamaran a 7 anos viajando apenas pelas Mentawaii. Eles pediram permissão para atracar aqui em frente e estão a alguns dias. Eles surfam as onas aqui por perto mas vão embora quando chegamos, vão pra outro pico. Respeito. Legal, mantem o pico sem Crowd.

Os caras são gente boa, derretidos pra caramba. Hj confraternizaram e troxerm uma garrafa de whisque e eu, o Adriano e o Mário estamos aproveitando.

Agora o assunto em pauta é como eles vão voltar pro barco. O cara que trouxe eles já foi dormir. O Mário quer pegar a canoa e leva-los, que insistem em ir nadando! No próximo post eu conto como se concluiu.

Assim vai Indo...

sexta-feira, 21 de maio de 2010






Mais um dia no paraíso!

Mais um domingo. Como diz o Paulé, aqui todo dia é domingo. E como um bom domingo, hoje eu não trabalhei!

Foi o dia de tirar a camera da mala e tirar a poeira. Umas fotinhos da casa principal, onde fica o restaurante e do bungalow onde eu durmo (aquele entre os coqueiros). Além de algumas fotos de alguns integrantes como o Adriano e a Awas, aquela com areia no nariz. (Awas significa atenção em indonesiano)

Além disso mais um belo dia de surf! Minha primeira queda aqui na frente, em Pasti. A onda aqui é mais rasa e esse dias de ondas pequenas tá sendo ótimo para o reconhecimento do local e recuperação do fôlego, que vai crescendo ao poucos.

Além disso comida e descanso. O fuso também já tá encaixando.

Como o Paulé viajou pra Padang, vou começar as entrevistas quando ele voltar. Novo foco....Time Lapse. Já valem algumas experiências.

Amanhã é mais um dia. Mais um domingo de maré cheia pela manhã. E como não pode deixar de ser........mais um dia de surf.

E vida dura......dura de largar!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Segundo dia aqui.

Tentando estabilizar o fuso acordei meio dia de ressaca pós Bintangs.

Depois do almoço e de uma session de violão fomos surfar num pico chamado Tom Tom sem muita expectativa por conta da peuena ondulação que esrá em vigor e do vento sul, que é um problema até aqui do outro lado do mundo. Se a frente fria é amiga do surfista, o vento sul é inimigo.

Pra nossa surpresa tinha um metro e meio na série que demorava um pouco e liso. Que tava abrindo não precisa nem falar. Puta sessão.

Em cinco dias que eu saí do Brasil ouvi a frase "vc deu sorte" umas 7 veses. Hoje foi o melhor mar que a galera que está hospedada a 10 dias pegou.

Voltando do Surf, feliz pra caramba, peguei o computador e acessei a internet (o gerador só é ligado quando anoitece) e constatei que o meu time meteu mais dois no Cruzeiro e tá na semi da Libertadores. Belíssimo dia!

A captação de imagaens para o documentário ainda não começou. Amanhã já vou começar a captar umas imagens do lugar e depois de amanhã já devo fazer uma antrevista com eles. Acho bacana fazer várias ao longo desses dois meses pra ver a mudança de postura deles em frente a câmera, acho que deve ser legal de ver.

Hoje não tem foto, mas samanhã com certeza!

quarta-feira, 19 de maio de 2010





Cheguei!!

No fim das contas deu tudo certo.

Depois de não conseguir dormir , saí do hotal as 4h45 da matina na Van em direçõ ao aeroporto. Antes de saír, graças a zica do meu pai, me pegaram roubando a toalha (olha o brasileiro aí denovo!). Sem stress....comprei a toalha por U$ 10,00. A van parada me esperando pra ir pro aeroporto e eles me vem com essa. Nada como a famosa "migué" da bermuda molhada enrolada no fundo da mala trancada dentro da van atrasada pro aeroporto.

Chegando em Padang tudo certo na conexão pra ilha de Telo, onde a conexão seria super apertada. O avião tocou o solo da ilha precisamente as 8h10 e o próximo vôo sairia as 9h. Desembarque, espera da mala (gritando pros carregadores atravéz da cortina da esteira quais eram as minhas malas e que eu tava beeeeem atrasado), ligação pro Mr. Benny (cara da grande companhia aérea chamada NBA....duvido que o Panda já tenha voado por essa!), encaminhamento das malas e embarque sem problemas. (vide avião nas fotos)

Voo de 45 min sobre as ilhas de Mentawaii seguido de um barco de duas horas até o destino desejado.

Primeira impressão: é tudo isso mesmo!

Paraíso! As acomodações bem aconchegantes, boa companhia e surf. Sim...já rolou um surf. Segundo os residentes e os hospedes que já estão a mais de uma semana, péssimas ondas. Pra mim, depois de toda essa epopéia e acostumado com o padrão brasileiro, tava muito bom.

Um metro abrindo...ta bom ou quer mais?Tudo bem que tava ventando um pouco, mas eu quero mais. Mas uma coisa de cada vez, vamos recuperando a remada aos poucos para aproveitar melhor quando realmente estiver bom. O que pra nós brasileiros (ou residentes no Brasil) é equivalente ao mar dos sonhos.

Tudo nos conformes. E agora acho que mereço uma boa noite de sono depois de atravessar o mundo em varios aviões e um barco, surfar umas duas horas, tomar umas 4 garrafas de Bintang (marca de cerveja da Indonésia) e blogar.

Força São Paulo F. C. na sua empreitada hoje rumo as semi-finais da Libertadores....quem diria. Rivais continuem torcendo contra. Tem dado sorte nos últimos anos. Temos ganhado poucos títulos!

Té!

terça-feira, 18 de maio de 2010





Vamos lá então, o diário de bordo está começando.

Eu já estou em Sumatra a amanhã de manhã estou embarcando para o paraíso de ondas e de imagens....ansiedade.

Eu saí do Barsil no sábado, dia 15/05, um dia antes do aniversário do meu amigo Eric...grande Ericão.

Primeira parada: Amsterdam.

Depois do desembarque uma longa espera pelas malas e pelas pranchas que eu tive que buscar um pouco longe da esteira das malas. Lá um grande grupo de muçulmanos esperavam ansiosamente o complemento de suas bagagens, que consistia em um galão de uns 5L com um liquido transparente dentro. O que era? Não sei.

Quando chegou meu case de pranchas foi um choque geral, todos eles ficaram ourissadíssimos e me perguntando, em seu próprio dialeto e gritando em meio a muitos gestos, o que que era aquilo.

Quando eu consegui me desvencilhar e seguir meu caminho em direção a saída, afim de achar um taxi grande, foi que eu me dei conta de quão bizarro é chegar em Amsterdam com um case de "surfboards". Juro, todos me olhavam como se eu fosse um alienígena. Alguns até arriscavam uma piadinha...."what a big guitar you have....". Eles simplesmente não tem idéia do que pode ser.

Lá fora eu achei o Taxi grande. Mas o problema é que cara não queria deixar eu por as pranchas no carro, alegando que o carro era novo e que o chefe pediu pra usar apenas o porta malas, mas no fim das contas, quando fiscal saiu de perto, ele resolveu me ajudar. Baixamos o banco, carregamos e fomos em direção ao centro procurar um hotel (detalhe que eu não tinha reserva em nenhum).

Achei um hotel duas estrelas no centro com internet de graça. Perfeito. Liguei pra Fran, minha amiga que está morando lá, e ficamos passeando pela cidade de bike alugada.

Bela cidade Amsterdam, eu já conhecia mas sempre fico pouco, então cada vez que eu vou conheço mais a cidade.

No dia seguinte acordei com a notícia de que o aeroporto tava fechado por causa do vulcão na Islândia, mas que as duas da tarde ele reabriria. La fui eu a tarde pra lá esperando confusão e não deu outra. Vários vôos cancelado, outros atrasados e muita gente zanzando. Pra piorar o balcão da KLM era em uma ala que estava restrita e tinha que passar por uns policiais muito mal humorados que estavam regulando a passagem pra aquele lado. Eles não me deixaram passar, mes eu descobri que dando a volta eu passava por eles e ainda por cima eu furava uma fila kilométrica.....brasileiro é uma merda mesmo.

Não me orgulho muito, mas eu burlei a lei e furei essa confusão toda. Check in feito em 15 min.

De volta ao avião. Mais 12 horas de viajem até Kuala Lumpur, uma hora no aeroporto e mais um voo de duas horas até aqui, Sumatra.

O esquema do Mario é bem bacana. Ele tem uma equipe que ajuda os hospedes nessa fase "civilização" da viajem, já que por aqui ninguém fala inglês (e quando fala vc não entende nada). Já tinha um cara me esperando no aeroporto , me botou numa van e eu cheguei aqui nesse belo hotel que fica a 15 min do aeroporto.

Na recepcão do hotel, uma tv ligada noticiava um terremoto ocorrido hoje mesmo em uma cidade que fica atrês horas daqui. Assustador. 6.0 na escala Rishter. (vulcão, terremoto...falta mais o que?)

O meu fuso tá todo errado com uma noite na europa e duas no avião e parece que só vai normalizar lá na ilha mesmo, já que eu acordo as 4h30 da manhã pra pegar o voo das sete até padang, chegar lá 8h10 e pegar o vôo (de teco-teco) até uma ilha chamada Telo. Lá eu pego um barco e mais 3 horas navegando eu finalmente chego. Vai ser corrido amanhã...vamos ver.